A Calvície
A alopecia androgenética ou calvície é o tipo mais comum de queda de cabelos. É
uma doença progressiva que, se não for tratada, tende a piorar com o tempo. Tanto
os androgênios, como uma predisposição genética são necessários para o desenvolvimento
de alopecia androgenética. É uma condição genética comum produzida pela ação hormônios
masculinos (testosterona). Há uma miniaturização com afinamento e encurtamento progressivo
dos cabelos. O afinamento dos cabelos inicia-se entre os 18 e os 40 anos em ambos
os sexos e cerca de 50% da população possui este traço ou algum grau antes do 50
anos.
IMPORTANTE:
O dermatologista é um médico especializado que você pode procurar para acabar com
as suas dúvidas sobre queda de cabelo e indicar um tratamento adequado. Lembre-se:
quanto mais rápido for o início deste tratamento, maiores serão as chances de controlar
a queda.
Adaptado de: "Calvície : Um assunto que não sai da cabeça" - Dra
Denise Steiner, Francisco Le Voci e Márcio Rutowisch "Propedêutica das Doenças dos
Cabelos e do Couro Cabeludo" José Marcos Pereira.
Causas
A alopecia androgenética é associada ao processo natural de envelhecimento: os primeiros
sinais aparecem nos homens em sua segunda década de vida. Trinta por cento deles
terão sido afetados por volta dos 30 anos, e 50% aos 50 anos. Nas mulheres, a queda
de cabelos é observada inicialmente na segunda década de vida até os primeiros anos
da quarta, um pouco mais tarde que a época de seu surgimento para os homens.
A alopecia androgenética é uma doença progressiva que, se não for tratada, tende
a piorar com o tempo. Tanto os androgênios, como uma predisposição genética são
necessários para o desenvolvimento de alopecia androgenetica.
A velocidade de progressão varia entre os indivíduos, ocorrendo com freqüência em
etapas, em vez de seguir um modo contínuo. Em alguns pacientes, a rarefação dos
cabelos ocorre gradualmente ao longo de 20 ou 30 anos, enquanto em outros, em especial
os pacientes com uma história familiar da doença ou em mulheres com distúrbios hormonais,
a velocidade de progressão pode ser muito rápida.
Outras causas para queda de cabelos são:
- Histórico de saúde deficiente,
- Possíveis anormalidades endócrinas (indicadas por distúrbios menstruais, infertilidade,
hirsutismo, acne ou obesidade),
- Doença da tireóide,
- Medicamentos
- Deficiência nutricional de ferro ou proteína.
- Micoses
Devem ser realizadas as pesquisas adequadas caso haja suspeita de qualquer dessas
possíveis causas de queda de cabelos. Alguns contraceptivos orais têm alguma ação
androgênica e podem aumentar a queda de cabelos de ordem androgenética.
-
Alopecia areata
Perda de cabelos em áreas redondas ou ovais, sem que ocorram sinais inflamatórios
ou atrofia da pele. Pode afetar o couro cabeludo e a barba. Ocorre por provável
envolvimento do sistema imunológico e a causa emocional também deve ser investigada.
Algumas drogas também poderão ser desencadeadoras da alopecia areata. Na verdade,
a pessoa apresenta uma predisposição a ter uma determinada doença, e o fator emocional
age como um desencadeante.
-
Tricotilomania
Mania compulsiva de arrancar cabelos (ou até mesmo cílios e sombrancelhas), o que
acaba deixando as pessoas calvas ou com falhas. Esse distúrbio está relacionado
à ansiedade e ao nervosismo, e o ideal é consultar um médico logo nos primeiros
sinais do distúrbio.
-
Telógeno
Queda abrupta e intensa, podendo chegar até a 600 fios por dia. Geralmente ocorre
de 3 a 4 meses após o fator desencadeante que pode ser um medicamento, uma febre,
infecção, estresse, gravidez, entre outros. A queda ocorre rapidamente, mas o crescimento
de um novo fio é demorado, crescendo cerca de 1cm a 2cm por mês. Por isso, o crescimento
dos fios é percebido de forma gradativa.
Tratamento
Os objetivos do tratamento da alopecia androgenética são:
1) retardar a rarefação (afinamento) dos cabelos
2) aumentar o volume de cabelos no couro cabeludo.
Existem hoje três medicamentos aprovados para o tratamento da alopecia androgenética
(calvície):
- Alfaestradiol
- Finasterida
- Minoxidil 2 e 5%
ALFAESTRADIOL
O alfaestradiol é um potente inibidor da 5 alfa-redutase - a enzima responsável
pela conversão da testosterona no hormônio diidrotestosterona (DHT) na pele humana.
Este hormônio contribui para a redução da fase de crescimento e para o afinamento
do cabelo. Bloqueando a ação da 5 alfa-redutase, o alfaestradiol acelera a atividade
proliferativa das células capilares.
Com base em experiências da literatura e nas altas concentrações e doses necessárias
para que qualquer atividade hormonal seja detectada, o alfaestradiol não pode ser
considerado um hormônio. O alfaestradiol desacelera a mudança da fase ANÁGENA para
a fase CATÁGENA.
O alfaestradiol é apresentado em loção capilar. A aplicação é diária, preferencialmente
à noite. Deve ser aplicado até que o local atingido esteja úmido, fazendo-se então
no local leve massagem com os dedos. Os resultados são esperados a partir do 3º
mês de uso do produto. Estudos mostram que o alfaestradiol não possui efeitos hormonais
ou cardiovasculares. Não existem estudos sobre sua toxicidade na reprodução humana.
FINASTERIDA
Trata a alopecia androgenética leve a moderada em homens com idades entre 18 e 41
anos. É um inibidor específico da 5 alfa-redutase. Para o tratamento de alopecia
androgenética, é administrada em uma dose diária de 1 mg por via oral. Foi demonstrado
que a finasterida rapidamente baixa os níveis de DHT sérico e do couro cabeludo
em mais de 60%. Ela não tem nenhuma afinidade pelo receptor de androgênio e, portanto,
não interfere na ação da testosterona, não tendo efeitos androgênicos, estrogênicos,
progestacionais ou outros efeitos de esteróides.
A finasterida não é aprovada para uso em mulheres. É contra-indicada para mulheres
durante a gravidez, porque pode causar anormalidades na genitália externa do feto,
caso este seja do sexo masculino. Deve ser utilizada com cautela em homens com disfunção
hepática. Em homens mais velhos não tem eficácia comprovada. A droga provocou disfunção
sexual (disfunção erétil, diminuição da libido e diminuição do volume ejaculatório)
em cerca de 2% dos pacientes.
MINOXIDIL
Foi o primeiro produto a ser aprovado para o tratamento de alopecia androgenética.
É aplicado via tópica sobre o couro cabeludo, em dose 1 ml, duas vezes ao dia.Desenvolvido
como uma droga para tratar hipertensão, seu mecanismo de ação no ciclo capilar não
é bem entendido.
É um vasodilatador. Trata alopecia androgenética leve ou moderada em homens e mulheres.
Aplicação: 1ml, tópica, duas vezes ao dia, de soluções 2% e 5%; a solução de 5%
pode proporcionar um efeito mais amplo e mais rápido, porém só pode ser usada em
homens.
Ineficaz na região temporal. Ineficaz em alguns pacientes e com resposta limitada
em outros. O uso deve ser regular e contínuo para a manutenção da eficácia.
Efeitos Colaterais de baixa freqüência e menor importância: irritação local (ressecamento,
descamação, prurido, vermelhidão); dermatite alérgica ou fotoalérgica de contato;
hipertricose (principalmente em mulheres).Inexistência de efeito cardiovascular.
Lembre-se que o dermatologista é a pessoa mais indicada para diagnosticar e prescrever
o melhor tratamento para você.
"Não tome medicamento por conta própria. Siga corretamente as orientações do
seu médico."
Diminuição do Folículo
O cabelo, na maioria dos casos, não cai de uma só vez; ele passa por um processo
chamado Miniaturização do folículo. Neste processo, cada vez que um fio de cabelo
é substituído, o próximo nasce mais fraco e fino. Homens e mulheres possuem a enzima
5 alfa-redutase tipo 2 no organismo. Esta enzima transforma a testosterona em diidrotestosterona
(DHT).
A diidrotestosterona é quem causa a miniaturização dos fios de cabelo. As pessoas
que são geneticamente predispostas para a calvície possuem maior quantidade da enzima
5 alfa-redutase tipo 2 e mais receptores de DHT do que as pessoas que não tem influência
genética.
Todo este processo tem como conseqüência a perda gradual dos fios. Esta queda de
cabelo varia desde o surgimento de "entradas" até a eliminação dos fios da parte
superior da cabeça.
Padrões de Calvície
Padrão Feminino
Nas mulheres, a linha capilar frontal normalmente é mantida, existindo uma rarefação
mais difusa sobre a coroa (os cabelos ficam ralos na "divisão do penteado"). Este
padrão é chamado de "Padrão Ludwig" ou "Padrão feminino de queda de cabelos".
Padrão Masculino
Nos homens com alopecia androgenética (calvície), os cabelos geralmente começam
a ficar ralos na região fronto-temporal ("franja" e topo da cabeça) e no vértice
("coroa do frade"). Este padrão é chamado "Padrão Hamilton" ou "Padrão masculino
de queda de cabelos".
Auto-estima
A auto-estima é afetada pela forma como cada um percebe estar seu cabelo e como
julga que os outros o estão percebendo. Por isso se penteia, tinge, e se deixa crescer
o cabelo; também, por estes comportamentos, nos preocupamos com a calvície.
Muitos homens toleram a calvície sob a bandeira de que é charmoso. Outros temem
passar pelo problema e procuram todos os artifícios para evitá-la - desde medicamentos
a crendices populares. Para muitos homens e grande parte das mulheres, a queda é
preocupante quando ocorre além dos limites culturalmente aceitáveis. Para todos,
fica claro que os cabelos exercem importante função psicológica e estão relacionados
à aceitação pessoal e social, portanto, a calvície deve ser entendida como um problema
médico e estético.
Como se vê, a queda dos cabelos envolve fatores clínicos, sociais, psicológicos
e culturais. Tudo isso reunindo um assunto que, realmente, não sai da cabeça dos
homens, das mulheres e também da História da Humanidade - como diriam os personagens
Sansão e Rapunzel.
Adaptado de: "Calvície :Um assunto que não sai da cabeça" - Dra
Denise Steiner, Francisco Le Voci e Márcio Rutowisch.
A forma mais comum e leve da dermatite seborréica é a caspa, caracterizada por descamação
acelerada da pele, sob forma de flocos ou escamas brancas, secas, visíveis, soltas
ou aderidas a um filme de sebo, sem sinais clínicos de inflamação, podendo progredir
através da vermelhidão, irritação e aumento de descamação para a dermatite seborréica
propriamente dita.
É uma doença inflamatória da pele, crônica (de duração média a longa), recorrente
(retorna, apesar do tratamento), não contagiosa, que ocorre em áreas cutâneas ricas
em glândulas sebáceas. Nestas regiões, as escamas da pele tornam-se mais espessas
e oleosas. A dermatite seborréica acomete dois terços da população mundial.
Sua causa é desconhecida, havendo eventualmente predisposição familiar e discreta
predominância no sexo masculino.
O fator predisponente é o aumento na produção de sebo (seborréia). A descamação
ocorre mais frequentemente no couro cabeludo, na face, atrás das orelhas e no peito
- estas áreas possuem uma grande quantidade de glândulas sebáceas. Algumas vezes,
podem formar-se camadas espessas de escamas.
Sintomas característicos da caspa:
- Descamação do couro cabeludo (flocos brancos)
- Coceira no couro cabeludo
- Sensação de sujeira nos ombros
- Maior oleosidade nos fios
Causas da caspa:
- Presença do fungo causador da caspa
- Mudanças bruscas de temperatura (como banhos quentes e frios intensos)
- Estresse
- Alterações hormonais
Descamação mais intensa do que a caspa, mais espessa. Sua causa é desconhecida,
entretanto, tem base hereditária, requer fatores ambientais para sua expressão,
como clima, luz, alguns remédios, estresse emocional, fumo e álcool. Os locais mais
freqüentes são: cotovelos, joelhos, troncos e couro cabeludo. As unhas são comprometidas
em 35 a 50% dos casos. Pode ou não ter coceira e também sensação de queimação em
alguns casos.