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Os objetivos do tratamento da alopecia androgenética são:


1) retardar a rarefação (afinamento) dos cabelos
2) aumentar o volume de cabelos no couro cabeludo.


Existem hoje três medicamentos aprovados para o tratamento da alopecia androgenética (calvície):

  • Alfaestradiol
  • Finasterida
  • Minoxidil 2 e 5%

ALFAESTRADIOL
O alfaestradiol é um potente inibidor da 5 alfa-redutase - a enzima responsável pela conversão da testosterona no hormônio diidrotestosterona (DHT) na pele humana. Este hormônio contribui para a redução da fase de crescimento e para o afinamento do cabelo. Bloqueando a ação da 5 alfa-redutase, o alfaestradiol acelera a atividade proliferativa das células capilares.


Com base em experiências da literatura e nas altas concentrações e doses necessárias para que qualquer atividade hormonal seja detectada, o alfaestradiol não pode ser considerado um hormônio. O alfaestradiol desacelera a mudança da fase ANÁGENA para a fase CATÁGENA.


O alfaestradiol é apresentado em loção capilar. A aplicação é diária, preferencialmente à noite. Deve ser aplicado até que o local atingido esteja úmido, fazendo-se então no local leve massagem com os dedos. Os resultados são esperados a partir do 3º mês de uso do produto. Estudos mostram que o alfaestradiol não possui efeitos hormonais ou cardiovasculares. Não existem estudos sobre sua toxicidade na reprodução humana.


FINASTERIDA
Trata a alopecia androgenética leve a moderada em homens com idades entre 18 e 41 anos. É um inibidor específico da 5 alfa-redutase. Para o tratamento de alopecia androgenética, é administrada em uma dose diária de 1 mg por via oral. Foi demonstrado que a finasterida rapidamente baixa os níveis de DHT sérico e do couro cabeludo em mais de 60%. Ela não tem nenhuma afinidade pelo receptor de androgênio e, portanto, não interfere na ação da testosterona, não tendo efeitos androgênicos, estrogênicos, progestacionais ou outros efeitos de esteróides.


A finasterida não é aprovada para uso em mulheres. É contra-indicada para mulheres durante a gravidez, porque pode causar anormalidades na genitália externa do feto, caso este seja do sexo masculino. Deve ser utilizada com cautela em homens com disfunção hepática. Em homens mais velhos não tem eficácia comprovada. A droga provocou disfunção sexual (disfunção erétil, diminuição da libido e diminuição do volume ejaculatório) em cerca de 2% dos pacientes.


MINOXIDIL
Foi o primeiro produto a ser aprovado para o tratamento de alopecia androgenética. É aplicado via tópica sobre o couro cabeludo, em dose 1 ml, duas vezes ao dia.Desenvolvido como uma droga para tratar hipertensão, seu mecanismo de ação no ciclo capilar não é bem entendido.


É um vasodilatador. Trata alopecia androgenética leve ou moderada em homens e mulheres. Aplicação: 1ml, tópica, duas vezes ao dia, de soluções 2% e 5%; a solução de 5% pode proporcionar um efeito mais amplo e mais rápido, porém só pode ser usada em homens.


Ineficaz na região temporal. Ineficaz em alguns pacientes e com resposta limitada em outros. O uso deve ser regular e contínuo para a manutenção da eficácia.


Efeitos Colaterais de baixa freqüência e menor importância: irritação local (ressecamento, descamação, prurido, vermelhidão); dermatite alérgica ou fotoalérgica de contato; hipertricose (principalmente em mulheres).Inexistência de efeito cardiovascular.


Lembre-se que o dermatologista é a pessoa mais indicada para diagnosticar e prescrever o melhor tratamento para você.


"Não tome medicamento por conta própria. Siga corretamente as orientações do seu médico."

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